À conversa com Nina Bessa

0 Comentários

À conversa com Nina Bessa

Olá!

Hoje apresento mais uma Mãe de gémeas, a Nina.

A Nina é MAIS uma guerreira que nunca desistiu do seu sonho de ser Mãe!!!!

Conhecia no liceu, é gémea de um rapaz e agora tem o seu casal de gémeos! 🙂

Fiz-lhe algumas perguntas para nos contar um pouco da sua história e dar força para tantas Mães que estão desse lado.

Obrigada Nina pela partilha é muito bom para quem está do outro lado. <3

Beijinhos,

__
Aos Pares: Qual foi a tua reação quando soubeste que estavas grávida?
N: Ui… chorei e fiz uma festa! Foi a melhor notícia de sempre.
Aos Pares: Sempre desejaste ter mais que um filho, qual o teu número ideal?
N: Sempre quis ter 3, mas depois de ser mãe acho que não há coisa melhor no mundo e se conseguisse até teria mais.
Aos Pares: Sendo gémea qual a sensação quando soubeste que ias ter gémeos?
N: Nem me lembrei que era gémea, lol! Na realidade a minha gravidez não se deveu aos bons genes da minha mãe (que teve dois na primeira gravidez e que ainda foi mãe aos 40 numa segunda gravidez), mas sim a um tratamento de fertilidade. Por isso quando fui para a ecografia ia a rezar para serem dois! E quando vi aqueles dois pontinhos a pulsar, não podia ter ficado mais feliz. Nem pensei nas dificuldades que é cuidar de dois bebés. Nem hoje penso nisso e não sei o que é dormir há 10 meses.
Depois dos gémeos nascerem é que foram surgindo algumas comparações entre eles e eu e o meu irmão. A minha mãe demorou algum tempo a perceber que não eram o António e a Nina, lol. E as comparações são inevitáveis porque os nossos feitios são idênticos aos do Tomás e da Francisca. Ele é um paxá, sempre na vidinha dele, ela é toda vivaça a querer ver tudo e a fazer-lhe a vida negra.
Aos Pares: A tua gravidez correu bem? Alguma recomendação para as grávidas?
N: A minha gravidez não podia ter sido mais conturbada. Acho que tive de tudo um pouco. Sentia-me tão, mas tão pesada e cansada. Era um esforço enorme fazer qualquer coisa. Tive muitos enjoos no início e muita azia no fim; sentia um desconforto geral constante.
Tive ainda diabetes gestacional e no final da gravidez uma pré-eclampsia que evoluiu para eclampsia depois do parto.
Mas a sensação de os sentir a mexer dentro de nós é impagável e a mente humana é incrível porque nos faz esquecer a parte má da coisa. A verdade é
que já tenho imensas saudades de estar grávida.
Aos Pares: O que levar na mala de maternidade?
N: Roupa que lhes sirva…Lol! Não calculei bem o peso e o tamanho das roupinhas, então tudo que levei estava-lhes a boiar.
Mas na altura uma das coisas que faltou na minha mala foi sem dúvida as chupetas. Na minha pura inocência idealista achei que seria possível ter dois
bebés e não os deixar usar chupeta. Impensável! São as minhas melhores amigas.
Aos Pares: Quais são as tuas rotinas diárias como mãe e mulher?
N: Como mãe várias, como mulher neste momento não me ocorre nenhuma lololol. De manhã antes de sair, tento deixar tudo encaminhado, recolher os biberões da noite, tirar sopas do congelador, decidir que fruta vão comer… Ver se não é preciso fazer máquinas com roupa deles, etc. Verifico se não está a faltar nada e se não tenho de ir às compras antes de voltar para casa. Acho que não há um dia em que não tenha de ir comprar leite ou fruta ou legumes ou fraldas, etc.
Antes de sair ainda brinco um bocadinho com eles e depois…vou para o meu “spa”, sim, porque é no trabalho que eu descanso hoje em dia.
De volta a casa, recomeça tudo outra vez, banhos, sopas, dormidas. E normalmente isso tudo acaba por volta das 21.30, quando eu teria tempo para
fazer alguma coisa para mim, mas já não tenho forças para nada.
Aos Pares: Consegues conciliar a vida de mãe com o trabalho?
N: Para já ainda estou a trabalhar a “meio gás” mas acredito que as coisas estabilizem quando as noites melhorarem. Neste momento é complicado não
dormir e ter de trabalhar e ainda fazer tudo o que uma casa e dois bebés te exigem.
Aos Pares: Qual o papel do Pai aí em casa?
N: Um pai de gémeos não tem hipótese de não colaborar. Os tempos em que chegava a casa e se podia sentar no sofá acabaram. Quando o pai chega é o
momento da brincadeira total, é ele quem lhes consegue arrancar as maiores gargalhadas. E depois entra nas rotinas diárias comigo. Ajuda a dar de comer, a dar banhos, a pô-los a dormir, etc.
Aos Pares: Qual o episódio mais divertido e o mais caricato que tiveste com os teu filhos?
N: Tenho vários momentos divertidos com eles diariamente. Estamos sempre na brincadeira e as gargalhadas deles são contagiantes. O mais caricato foi há poucos dias. Estava a dar banho à Francisca e estava distraída a tirar-lhe umas fotografias. Quando pouso o tlm vejo “bolotas” a boiar na água! Tinha feito coco… Não deu trabalho nenhum, tirá-la da banheira, secá-la, despejar a água suja, encher a banheira e voltar a dar-lhe banho outra vez e tudo numa correria total para o irmão não acordar entretanto!
Aos Pares: Qual o maior susto que apanhaste como Mãe?
N: O maior susto que apanhei foi logo depois do parto porque estive nos cuidados intensivos (por ter tido uma eclampsia grave) e só conseguia pensar
que eles ainda mal tinham nascido e já podiam ficar sem mãe.
Aos Pares: És preocupada com a roupa dos teus filhos? Qual a tua loja preferida?
N: O que eu gosto mesmo mesmo, é de ver bebés de babygrows. E costumo encontrar uns amorosos e baratos no Corte Inglês da marca Cotton Juice. Para as toilettes gosto muito da Dot, da Laranjinha e da Pim.
Aos Pares: Qual o teu maior desejo e o teu maior medo como mãe?
N: O meu maior desejo é que tenham muita saúde e sejam felizes, claro! Medos, tenho milhões! Acho que os nossos pais quando nos tiveram eram mais
relaxados porque não tinham acesso à informação massiva que nós temos hoje em dia. Estamos rodeados de coisas más a acontecer à nossa volta.
Aos Pares: Como gostas de passar o teu tempo em família?
N: Depende dos dias. Há dias em que gosto de ficar em casa com eles, com calma a aproveitá-los. Agora no Inverno, sobretudo, sabe mesmo bem.
Aos Pares: O que foi o melhor da tua infância como gémea que gostavas de passar aos teus filhos?
N: Para mim o melhor foi mesmo andar sempre acompanhada e poder participar nas brincadeiras do meu irmão e amigos. Divertia-me muito mais
com eles do que com outras raparigas. Fazíamos cabanas nas árvores, invadíamos casas abandonadas, fazíamos pontes em riachos, era sempre uma
aventura. Espero que o Tomás deixe a Francisca entrar um bocadinho no mundo dos rapazes, vai sem dúvida aproveitar muito mais.
Aos Pares: O que mais te irritou em ser gémea e que vais tentar fazer com que os teus filhos não passem?
N: Absolutamente nada.
Aos Pares: Ser mãe de gémeos é…
N: É ver os dias ficarem cada vez mais curtos e as noites mais compridas, é ter uma casa cheia (de filhos e ajudantes), é não poder deixar um a chorar um
segundo para não te acordar o outro, é ver os teus planos saírem furados, é não conseguir chegar a horas a nada, é ver dois bebés a chorar e teres que te
desdobrar para os acalmar, é rezar para que um não acorde enquanto se está a namorar” com o outro, é descobrir que temos capacidades que jamais
imaginámos, é vê-los a descobrirem-se um ao outro, é um amor sem fim.
Obrigada!
À conversa com a Enfermeira Patrícia Jorge 6 - Amamentação!
À conversa com a Nutricionista Sara Biscaia Fraga – 2
0 Comentários

Deixe um comentário