À conversa com o Pediatra Hugo Rodrigues – 6

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À conversa com o Pediatra Hugo Rodrigues – 6

Frio a chegar pedi ao Dr. Hugo para nos falar de febre!

Artigo útil e que nos ajuda.

🙂

Febre, o que fazer?

A febre é um sintoma extremamente comum e o principal motivo de consultas médicas de urgência em Pediatria. Por ser tão frequente, é importante perceber porque surge e quando é realmente preocupante.

O primeiro conceito a reter é que a febre não é uma doença. É um sintoma, que geralmente surge associado a algum tipo de “agressão” externa, mais frequentemente uma infecção. A definição de febre depende do local onde a temperatura é medida, podendo ser utilizados os seguintes valores:

Rectal (medida no rabinho) – acima de 38 graus
Timpânica (medida no ouvido) – acima de 37,6 graus
Axilar (medida debaixo do braço) – acima de 37,5 graus

Trata-se de um mecanismo de defesa do organismo, que serve essencialmente para ajudar a combater essa “agressão”, através dos seguintes mecanismos:
– Melhoria da capacidade de resposta do organismo – alguns dos nossos mecanismos de defesa ficam optimizados com a subida ligeira da temperatura corporal
– Inactivação de alguns microrganismos – a elevação da temperatura faz com que alguns microrganismos percam agressividade, ajudando assim a combatê-los

Assim, é fácil perceber que, apesar de causar muitas preocupações aos pais, a febre em si pode até ser benéfica. Por esse motivo, há até quem defenda que não precisa de ser tratada, caso a criança esteja bem disposta. Na verdade, não se deve tratar a febre em si, mas sim o desconforto que esta provoca. A temperatura corporal não sobe indefinidamente e, mesmo sem tratamento, acaba por voltar a descer.

Quando se dá algum tipo de medicamento nessas situações, é importante realçar alguns aspectos:

-O tempo médio para começarem a actuar é de 30 minutos a 1 hora, pelo que não é esperado que haja uma resposta imediata;
– A resposta esperada é que a temperatura desça 1-1,5 graus, pelo que não é suposto que desça sempre para os 37 graus.

Relativamente aos tradicionais banhos de água tépida e outras medidas de arrefecimento corporal, convém reforçar a ideia de que nem sempre são boa opção. Só devem ser utilizados quando a temperatura já está a baixar, o que geralmente se percebe porque a criança fica com a pele mais vermelha, quente e transpirada. Devem ser evitados quando a temperatura está a subir, ou seja, quando a criança está com as mãos frias, a pele mais pálida, os lábios arroxeados e com tremores.

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Se quiserem colocar dúvidas ao Dr. Hugo  aqui.  🙂

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