À conversa com a Diana Martin!

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À conversa com a Diana Martin!
Uma Mãe carioca, minha amiga e que teve uma gravidez óptima e um parto complicado. Mas no final tudo correu bem! 🙂 Uma mulher com M grande, uma guerreira e Mãe do querido Francisco. Sempre pronta a ajudar e a fazer rir quem está à sua volta com o seu sotaque!!
Espero que gostem desta partilha.
Obrigada, Diana, por teres aceite o desafio de partilhar a tua história com os meus leitores.
❤️
Aos Pares: O que é para ti ser mãe?
D: É sorte. É uma montanha russa de emoções mas todas baseadas no mesmo princípio: Amor. Um Amor que chega a ser estranho, de tão intenso e avassalador que é. Uma vez, li a seguinte frase: “A maternidade é a arte de ser prática e gastar tempo com o que realmente importa.” E na verdade é isto. Resume-se ao que realmente importa na vida.
Aos Pares: Qual a tua reação quando soubeste que estavas grávida?
D: Toda gente deve responder que foi uma felicidade enorme. Eu entrei em pânico. Feliz, claro, mas cheia de medo. Ao mesmo tempo só pensava: “Que responsabilidade gigante…e agora?”
Aos Pares: Sempre desejaste ter mais do que um filho, qual o teu número ideal?
D: Eu sou filha única e passei a vida a pedir irmãos, mas em vez disso tive peixes, canários, coelhos, hámsteres, cães…tudo, menos irmãos! Ou seja, sempre tive vontade de viver a fraternidade através dos meus filhos. No entanto, a vida prega-nos alguns sustos e depois de um parto bastante complicado, hoje não sei se terei coragem de engravidar novamente.
Aos Pares: A tua gravidez correu bem? Alguma recomendação para as grávidas durante a gravidez?
D: A minha gravidez correu muito bem. Sempre fiz imenso desporto, nunca deixei de fazer nada… Até ao sétimo mês, quando descobri que tinha uma “doença” gestacional: trombocitopenia gestacional, ou seja, plaquetas baixas. Começou por ser uma situação controlada, mas depois desencadeou outros problemas, como a pré-eclampsia, que progrediu para um síndrome de HELLP. O único tratamento é o nascimento do feto, o que torna este problema bastante grave. No meu caso, tive todas as complicações que poderia ter.
A única recomendação que dou é escolherem um médico em quem confiem muito. Sempre confiei no meu e tenho a certeza de que hoje estou aqui graças às decisões do Dr. Jorge Borrego e da Dra. Cristina Guerreiro. Quando passamos por situações-limite, saber que temos os melhores a cuidar de nós é meio caminho andado para a recuperação física e mental de uma recém mãe.
Aos Pares: O que levar na mala de maternidade?
D: Tem alguma graça responder a esta questão, tendo em conta que só vi o Francisco dois dias depois de ele nascer e nem tive acesso à mala da maternidade. Como estive quinze dias nos cuidados intensivos, nunca tive acesso aos meus objectos pessoais. Mas todas as mulheres têm uma amiga super organizada que tem uma lista pormenorizada.
Aos Pares: Quais são as tuas rotinas diárias como mãe e mulher?
D: Quem tem um bebe sabe que podemos tentar ter rotinas diárias, mas basta um telefonema da escola ou uma noite pior e as rotinas vão todas por água abaixo. Por sorte, o Francisco tem avós muito queridas, que dão um apoio gigante e facilitam muito as rotinas. Eu brinco e digo que lá em casa estamos divididos por turnos. O pai tem o turno da manhã e madrugada (quando é preciso), a avó Teresa tem o turno da tarde e dos sábados à noite e eu tenho o turno do final do dia e noite. Nesta fase, o revezamento é muito importante (quando dá, obviamente).
Ao mesmo tempo, tento aproveitar as manhãs e hora do almoço para os meus momentos de mulher, de que preciso muito. O fim-de-semana é a melhor parte, porque as rotinas limitadas terminam e podemos aproveitá-lo sem restrições de tempo e espaço.
Aos Pares: Consegues conciliar a vida de mãe com o trabalho?
D: Tenho a sorte de ter um trabalho flexível. Sou responsável pelo marketing e eventos de uma revista e como também trabalho “fora de horas”, consigo gerir bem o meu tempo. Mas, como acontece com todas as mães, há momentos bem difíceis… Esses momentos em que recebemos os tais telefonemas da escola e, de repente (se o pai não tiver disponibilidade), só temos duas soluções: rezar para que a avó colabore ou largar tudo e sair.
Aos Pares: Qual o papel do Pai aí em casa?
D: Eu sempre disse ao meu marido: “consigo adaptar-me a tudo, mas ficar sem dormir vai ser o meu maior pesadelo”. Claro… o Francisco é um bebe que aos quinze meses ainda acorda muitas vezes durante a noite. Portanto, o facto de o pai ficar com o turno da madrugada já ajuda muito. Eu tenho um sono leve (principalmente agora) e acordo na mesma, mas é diferente. O trabalho do pai tem um horário muito preenchido, o que impossibilita grande disponibilidade durante a semana. Mas ao fim de semana compensa esse “tempo perdido”. Como temos um filho rapaz, acho que o pai ocupa um espaço mais masculino, que envolve muitas brincadeiras e gargalhadas.
Aos Pares: Qual o episódio mais divertido e o mais caricato que tiveste com os teu filhos?
D: Tenho mil episódios caricatos com o Francisco. Ele é um bebé muito engraçado (todas as mães devem dizer o mesmo :)).
Não acredito muito em signos, mas quando leio coisas sobre os Touros vejo que o Francisco se enquadra na perfeição. É um bebé muito feliz e que adora rir, mas ao mesmo tempo não dá grande confiança. Chega a fazer alguns olhares bastante prepotentes, é muito engraçado! Quando vou buscá-lo à creche mais cedo, por exemplo, estou sempre à espera de uma recepção calorosa e entusiástica, mas em vez disso ele olha-me de cima a baixo, vem a gatinhar muito cauteloso e só depois estica os bracinhos para pegá-lo ao colo. Gosto muito de o ver a interagir com os nossos cães. Foi a primeira e única palavra do Francisco até agora: “Cão”.Inclusive criei uma página de instagram exactamente para também partilhar estes momentos únicos dos cães com o Francisco (Rocky_ocao).
Adora música, como eu, mexe a cabeça exactamente como eu, é muito especial ver estas parecenças.
Aos Pares: Qual o maior susto que apanhaste como Mãe?
D: Até hoje nunca apanhei nenhum susto enorme. Temos sempre aqueles episódios chatos das febres que não passam, dores de barriga persistentes em que temos que ir a correr para as urgências… Tirando isso, tem corrido sempre tudo bem.
Aos Pares: És preocupada com a roupa do teu filho? Qual a tua loja preferida?
D: Sou bastante “chata” com roupa de criança. Não gosto nada de vê-los com cores fortes, muitos padrões e “bonecada”. Adoro roupa de bebe “delicada”. Não tenho uma loja preferida mas opto sempre por lojas que têm peças mais discretas e “abebezadas”.
Aos Pares: Qual o teu maior desejo e o teu maior medo como mãe?
D: Tenho muitos desejos e medos com mãe. Desejos: saúde sempre, incondicionalmente, em primeiro lugar. Depois, quero muito que o Francisco seja um homem muito feliz e realizado com os pormenores mais simples da vida.
Agradecido, por tudo o que tiver mesmo que não seja o que ele mais anseia naquele momento. Paciente para esperar, mas ao mesmo tempo lutador para ir atrás do que quer, sem ter que “pisar” ninguém para atingir os seus objectivos.
Responsável pelos seus atos mesmo que só apeteça virar as costas a algumas situações. Generoso com as pessoas, mas não esquecendo que a natureza também é muito importante e não deve ser menosprezada, pelo contrário, deve ser cuidada, por ele inclusive. Gentil com qualquer pessoa, desde o velhinho que precisa de ajuda até as mulheres que passarem pela vida dele. Que aceite as diferenças e que se ria com os outros e não dos outros. Que goste de ver as pessoas felizes e que só tenha inveja boa, de forma a contribuir para o seu próprio crescimento.
Espero um dia ouvi-lo dizer: “és a melhor mãe do mundo”. Quando ouvir isso, vou ter a certeza que fiz um bom trabalho.
Coisa pouca, portanto ;).
O meu maior medo é falhar. É muito difícil acertarmos no equilíbrio perfeito entre o certo e o errado. É um desafio diário.
Aos Pares: Como gostas de passar o teu tempo em família?
D: Como sou filha única, gosto muito de “casas cheias”. Adoro estar rodeada de amigos. Se pudermos optar, escolhemos sempre não estar em casa com o Francisco. Preferimos ir a praia, passear, fazê-lo interagir com outras crianças e experienciar novas sensações.
Aos Pares: Os filhos dão-nos muitas alegrias, qual a maior que tiveste?
D: O abraço do Francisco. É tão raro. que quando acontece é o momento! Vê-lo sorrir também é lindo mas nada se compara aqueles bracinhos pequeninos a volta do meu pescoço.
Aos Pares: Recomendações pós-parto?
D: Como mulher, a minha recomendação é deixar o tempo passar. Não desesperar. Eu sempre cuidei muito do meu corpo, sou carioca e adoro desporto e alimentação saudável. Para mim, foi assustador ver as mudanças do corpo, mas a verdade é que tudo volta ao sítio. Mesmo. Só é preciso paciência, confiança e vontade, claro.
Em relação à maternidade, tentar relativizar ao máximo. Pedir ajuda de todos os que estiverem à nossa volta. Mesmo que essa ajuda seja a de um profissional. Falar é muito importante nesta fase. Não ter medo de errar e assumir que é normal não ser perfeito. Somos mulheres, ponto. Hoje não consegui dar banho porque estava imenso frio e já era tarde. Que se lixe, amanhã dá-se o banho! Acabei de chegar a casa com um bebé que ainda não conheço e não sinto aquele amor incondicional que toda gente diz que sente ainda grávida: é normal. Esse amor cresce e aparece, é inevitável e vai acabar por aparecer naturalmente, sem pressões da sociedade.
Cada mulher reage de uma forma e temos que respeitar as diferentes maneiras de lidar com toda uma mudança, que é maravilhosa e assustadora ao mesmo tempo.
Sinceramente, acho que os nove meses de gravidez são propositados para a mulher aprender a ter paciência e esperar por tudo o que aí vem.
 Aos Pares: Quais as roupas que aconselhas às grávidas?
D: Poderia dizer “confortável”… mas não: roupas que façam as mulheres sentirem-se giras. Comprei pouquíssima roupa de grávida. Preferi comprar roupas “normais” de tamanhos maiores. Basta três ou quatro calças de grávida. As partes de cima é ir gerindo.
Aos Pares: Essencial para a praia em família?
D: Eu sou daquelas pessoas que, desde que é mãe, leva a casa toda para a praia. Levo o meu filho à praia desde os três meses… Portanto: protector solar, claro, chapéu, guarda sol, mas também muitos brinquedos para que possamos ter alguns momentos de descanso.
Aos Pares: Sugestão de programa para as férias?
D: Sou da opinião de que os bebes é que têm que adaptar-se a nossa vida (com os devidos ajustes do nosso lado, obviamente). Se a criança for “fácil”, qualquer programa em família é sempre óptimo. A única sugestão que dou é que se forem férias no verão, convém a praia ser perto de casa. Esta comodidade faz toda a diferença. Por outro lado, piscina também é bastante cómodo para bebes (por mais que os pais não adorem).
Aos Pares: Ser mãe é…
D: Um compromisso de amor eterno.
Obrigada! ❤️

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