À conversa com a Géninha Magalhães!

1 Comentário

Olá!

Hoje a conversa é com uma Mãe muito lutadora. Apesar do problema de saúde que descobriu que tinha, nunca desistiu de tentar ser Mãe!

Teve o seu par de gémeos e é uma mulher realizada e muito feliz!

Obrigada Géninha por teres aberto o teu coração e partilhado a tua história connosco!

Força a todas as mulheres que também lutam contra a infertilidade.

Beijinhos e obrigada a Géninha!

Aos Pares: O que é para ti ser mãe?

G: Ser mãe é experienciar um sentimento que não se consegue descrever. Um amor incondicional, uma loucura saudável, uma felicidade sem limites. É acordar todos os dias no melhor dos mundos… o mundo dos meus filhos!

 

Aos Pares: Qual a tua reação quando soubeste que estavas grávida da primeira vez?

G: Foi uma delícia.

Tenho uma doença chamada endometriose, doença esta que provoca infertilidade, mas que desde muito cedo me habituei a viver com ela e por isso falo abertamente sobre o tema. Sempre estive muito bem resolvida (o facto de ser psicóloga talvez tenha ajudado). Depois de muitas tentativas de gravidez frustradas e de muitas crises de choro, decidi que devia tentar o primeiro tratamento. É um passo difícil, não só pelo envolvimento psicológico, físico, mas também financeiro.

Eu precisava muito de acreditar que conseguiria. E consegui J

Engravidei de gémeos no primeiro e único tratamento.

Imaginas agora qual foi a minha reação quando no dia 2 de Abril de 2012, finalmente, o teste deu positivo.

 

Aos Pares: Sempre desejaste ter mais que um filho, qual o teu número ideal?

G: Sou filha única e talvez por isso desejasse ter mais do que um filho. 2 era o ideal.

No entanto, quando casei, o Jorge já tinha 3 filhos e por isso mentalizei-me que já tinha uma família suficientemente grande. Nestas circunstâncias, 1 filho seria o possível. Vieram 2 J Lembro-me da cara do Jorge, como se fosse hoje, no dia em que apareceram dois na ecografia. Naquele momento, de 3 passou a ter 5 filhos J

Sabíamos que a probabilidade de acontecer era alta, mas confesso que achámos que só acontece aos outros.

 

Aos Pares: A tua gravidez correu bem? Alguma recomendação para as grávidas durante a gravidez?

G: A minha gravidez correu lindamente. Não ganhei peso a mais. Mantive sempre um peso fabuloso para gravidez de gémeos. Naturalmente tinha bastante cuidado com a minha alimentação e obtive muito bons resultados por isso. A única coisa terrível e que eu desconhecia de todo, foi a azia. Fartei-me de vomitar e passar noites em branco por causa disso.

 

Aos Pares: O que levar na mala de maternidade?

G: Não sei J Os meus filhos estavam fartinhos de estar na minha barriga e nasceram mais cedo. Com 35 semanas. Entrei de urgência no Hospital S. João.

Como, antes de ser mãe de gémeos, era um bocadinho desorganizada, ainda não tinha a mala feita. Portanto, apareceu-me lá um saco, feito pelo Jorge e pela minha mãe. Nestas alturas perdemos completamente o controlo de tudo.

 

Aos Pares: Quais são as tuas rotinas diárias como mãe e mulher?

G: Passei a ser muito organizada. Os gémeos obrigam-nos a isso, logo desde o dia em que nascem.

O dia passa a correr, mas tenho quase sempre tempo para tudo.

Nunca me esqueci de mim como mulher. Acho que é muito importante, depois de uma gravidez, sentirmo-nos bem. Comecei a fazer exercício físico mal a médica me disse que podia. Engordei cerca de 15Kg na gravidez e no pós-parto perdi 21Kg. O exercício físico não só me ajudou na recuperação do corpo mas também no equilíbrio psicológico.

 

Aos Pares: Consegues conciliar a vida de mãe com o trabalho?

G: Confesso que nunca fui pessoa de ficar muito tempo “parada” profissionalmente. Por isso, nunca pus em causa abdicar da vida profissional para ficar a tomar conta dos meus filhos, a não ser por alguma necessidade especifica. Sinto que fiquei em casa o tempo necessário. Tive a sorte de poder ficar com eles até aos dois anos. Nessa altura comecei a trabalhar. Caso contrário, ficava louca J

 

Aos Pares: Qual o papel do Pai aí em casa?

G: O Pai dá muitos beijinhos e muito mimo. A parte boa, portanto J

 

Aos Pares: Qual o episódio mais divertido e o mais caricato que tiveste com os teu filhos?

G: Nesta fase (quase 4 anos), temos episódios divertidos e caricatos, praticamente todos os dias. Mas acho giríssimo quando os dois estão a brincar de pai e mãe. A minha filha imita-me na perfeição e o meu filho imita igualmente bem o pai. Reproduzem tudo o que ouvem.

 

Aos Pares: Qual o maior susto que apanhaste como Mãe?

G: Posso dizer que foi o maior susto que apanhei na vida. O António, com dois anos, desapareceu na praia.

Estávamos no Algarve, na praia de S. Rafael. Fomos almoçar com amigos e filhos ao bar. Enquanto eu fui pagar, o Jorge desceu para a praia com eles. O António faz uma birra para vir ter comigo. O Jorge deixa-o vir e por segundos perde o contacto visual.

Foi o suficiente. Desapareceu durante uns 15 minutos, que pareciam 15 anos. A praia não é muito grande e depois de a percorrermos de uma ponta à outra umas 20 vezes e com toda a certeza que não tinha ido para o mar porque odeia o mar, só nos restava a pior das hipóteses. Nesse momento passam-nos as piores coisas pela cabeça. É medonho! E afinal, o meu filho apenas tinha subido uma mega rampa até ao parque de estacionamento para ficar ao lado do carro do pai. Quando o vi, perdi toda a força acumulada e chorei, chorei, chorei. Agarrada a ele, sem vontade nenhuma de alguma vez mais o largar. Isto aconteceu no dia da Mãe. Nunca mais terei um dia da Mãe sem que me lembre deste episódio.

 

Aos Pares: És preocupada com a roupa dos teus filhos? Qual a tua loja preferida?

G: Já fui bem mais preocupada com isso. Quando eram mais pequeninos, perdia muito tempo com a roupa deles. Gostava muito de comprar conjuntos iguais.

Agora não tenho essa preocupação, a não ser em dias especiais. Eles destroem a roupa toda na escola. Sapatos então, nem se fala. O António fez um buraco numas botas (sim, um buraco) no segundo dia em que as usou. A Benedita é mais cuidada. É rapariga J

Loja preferida atualmente: Zippy

 

Aos Pares: Qual o teu maior desejo e o teu maior medo como mãe?

G: O meu maior desejo é ver sempre os meus filhos felizes. Conseguir passar-lhes todos os valores que considero importantes para o bem-estar deles.

O meu maior medo é que eles casem cedo J

 

Aos Pares: Como gostas de passar o teu tempo em família?

G: No verão procuro que se divirtam fora de casa. Entre idas ao parque infantil, à praia, ao parque da cidade, tentamos aproveitar ao máximo o bom tempo.

Agora (Inverno) começa a dificuldade. O pai já os levou ao cinema e eles adoraram. O Sea Life e Serralves também são duas boas hipóteses. Temos de puxar pela cabeça e inventar brincadeiras para fazer em casa. Só me recuso determinantemente a ir para centros comerciais. Sou alérgica.

 

Aos Pares: Os filhos dão-nos muitas alegrias, qual a maior que tiveste?

G: A forma como todos os dias me agradecem o facto de ser a “melhor mãe do mundo” para eles! O “Adoro-te mãe”, que aparece sem pedir. É a minha maior alegria.

 

Aos Pares: Recomendações pós-parto?

G: Já falei um bocadinho sobre isso em questões anteriores.

 

 Aos Pares: Quais as roupas que aconselhas às grávidas?

G: Tive 3 ou 4 peças de grávida, emprestadas por uma amiga. Sempre preferi comprar roupa, alguns números acima! Usei muitos vestidos, de forma a mostrar bem a minha barriguinha. Sempre muito orgulhosa! E gostava de usar roupa gira.

 

Aos Pares: Essencial para o outono/inverno?

G: Muita atividade. Para se sentirem ativos e quentinhos! E consequentemente, com muito sono na altura de irem para a cama.

 

Aos Pares: Sugestão de programa em família no Porto?

G: Já fui fazendo algumas sugestões ao longo da entrevista. O mais importante é fazer programas em família. Sejam lá eles onde forem. Temos de aproveitar cada momento e idade dos nossos filhos. Passa a correr e sem darmos por ela, deixam de ter tempo para nós.

 

Aos Pares: Ser mãe de gémeos é…

G: Uma bênção! Todos os dias agradeço por ter sido escolhida para esta maravilhosa aventura J

 

Obrigada!

Blog Aos pares

À conversa com a terapeuta do sono Mafalda Navarro - 1
À conversa com a Enfermeira Patrícia Jorge - 1
1 Comentários

Deixe um comentário