A pressão da sociedade!

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Vivemos todos em sociedade e, dessa forma, estamos sujeitos a pressões por todo o lado. Pressões que, muitas vezes, acabam por afectar e perturbar o nosso dia-a-dia e as nossas relações com os outros.

São várias as pressões que vamos sofrendo ao longo da vida, mas a maior de todas é a dos filhos, quando vamos ser mães!

Quando somos novos a pergunta que mais ouvimos é: “Então já tens namorado? Vê lá, depois passa o tempo…”; quando arranjamos um namorado, e a idade avança,perguntam-nos: “Então, e casar?”. E por aí adiante, até chegar a altura em que nos casamos e a pressão aí é maior e mais dura: os filhos! Começando pela família mais próxima, aos amigos, muitos de nós acabam por ouvir essa pergunta “quando vêm os filhos?”.

Falando agora no meu caso, quando casei comecei logo a ouvir “bocas” de pessoas a perguntar pelos filhos, quando é que eles vinham. Ao que eu quase sempre pedia para que não me fizessem essa pergunta, ora porque até aos 30 anos queria aproveitar o casamento sem pensar nesse tema, ora porque ainda não estava preparada. Mas, confesso,que era uma pergunta que me incomodava, desde logo porque se alguém tinha a ver com esse assunto era eu e o meu marido.

Acresce que hoje em dia, infelizmente, são muitos os casos de mulheres que não conseguem engravidar e ter filhos quando querem, e ninguém sabe se o casal está ou não a passar por essas dificuldades. No meu caso, graças a Deus, como imaginam, tendo quatro filhos tão seguidos não tive dificuldades. No entanto, como é normal, até perceber se conseguia engravidar, era um tema que me dava algum medo, pelo que essa pergunta incomodava bastante.

Hoje em dia, com a quantidade de mulheres que têm problemas e falando-se mais no assunto, não entendo o porquê das pessoas continuarem a fazer essa pressão, a querer saber quando vêm os bebés, quando vem o segundo filho, o terceiro… Temos de tentar parar de perguntar, não sabemos a história que está do outro lado, o que passam, e o que passaram para ter um, nenhum ou muitos filhos. As pessoas gostam de falar de mais, sem saber, e muitas vezes não têm noção do que podem magoar quem está do outro lado. Pelo que temos de respeitar a privacidade, as escolhas. Temos de tentar não querer saber demais, pois não sabemos o que cada um tem por detrás da sua história.

Infelizmente, conheço algumas histórias de pessoas que não conseguem engravidar, outras que ao fim de algum tempo acabaram por conseguir, ou pessoas que não vêm os filhos como projecto de vida, pelo menos na altura em que estão a passar.  Por as conhecer e saber o que passaram, tal como tantos de vós conhecem histórias ou até passaram por alguma delas, irrita-me ver a persistência que existe quanto a esta questão. É um tema que não se deve abordar com ninguém, devemos esperar que do outro lado falem -se quiserem -, pois é um assunto delicado e para muitos uma luta diária!

Vamos tentar não fazer pressão, seja a perguntar pelo primeiro filho, do segundo, ou então uma frase que já ouvi bastante no meu caso – “Porquê 4? Coitada…” – uma frase que já ouvi tantas e tantas vezes. Cada um sabe de si e tem a sua história e nós não a conhecemos (por mais que às vezes pensemos que sim), pelo que não devemos fazer pressão e sim viver a nossa vida e ajudar quem nos pede ajuda.

Por fim, e por saber que existem tantas pessoas a tentar ter filhos, partilho o link da Associação Portuguesa de Fertilidade que espero que seja útil e, quiçá, ajudar: http://www.apfertilidade.org/. A Associação Portuguesa de Fertilidade foi criada em 2006 com o objectivo de apoiar, informar e defender as pessoas com problemas de fertilidade. No site poderão encontrar bastante informação, nomeadamente causas da infertilidade (masculina e feminina), as técnicas de PMA (procriação medicamente assistida), listas de clínicas a nível nacional (públicas e privadas) onde se podem realizar os tratamentos e dispõe ainda de um fórum para tirar dúvidas, troca de ideias, etc….

Para os associados (quota mínima anual de 30€), a Associação Portuguesa de Fertilidade disponibiliza uma série de protocolos que oferecem vantagens e descontos em farmácias, clínicas de PMA, apoio psicológico, entre outros….

Vejam este filme aqui. que encontrei no Facebook e gostei.

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Beijinhos das gémeas!
1 de outubro, dia do nosso casamento!
24 Comentários
  • Joana Santos

    Responder

    Ola Mariana,

    Embora siga o blog nunca comentei, mas hoje nao conseguir deixar passar. Gostaria de partilhar a minha historia e da minha melhor amiga. Ambas temos 30 anos, acabados de fazer. Ela casou ha 2 anos, eu acabei de casar. No entanto ambas temos projectos de vida completamente diferentes…

    Eu nao tenho projectos para ter filhos. Nunca tive, nao tenho, e infelizmente nada parece mudar em mim. Toda a minha vida ouvi que “um dia ia mudar”. E toda a minha vida achei que ia. Mas infelizmente nada esta a mudar. Nao me sinto confortavel com esta decisao mas a minha cara metade compreende, felizmente.

    A minha melhor amiga esta a tentar engravidar ha um ano. Embora nos conhecamos desde sempre nao soube disto por ela. Provavelmente por vergonha ela nao partilha com ninguem a dificuldade que esta a ter. Foi o marido que partilhou isto comigo. E o que eu fiz? Respeitei e nunca puxei o assunto. Ela deve estar a sofrer imenso, e o meu papel e’ apenas mostrar que estou la para ela. Quase 9 meses depois ela confessou-me o “segredo”. Abracei-a e disse-lhe que se tivesse de acontecer aconteceria. Que sempre que ela quisesse falar que eu estaria aqui. Que nao ia andar sempre a perguntar porque sei que quando ela precisar de falar fa-lo-a e se acontecer ela me contara. O facto de sermos mais proximos das pessoas nao nos da direito a metermo-nos na vida delas. Temos de respeitar o espaco dos outros.

    • Mariana Seara Cardoso

      Sem dúvida!
      Obrigada pela partilha.
      Beijinhos
      <3

    • Sofia almeida franco

      Eu nao consegui engravidar naturalmente, primeiro tive um aborto tive que fazer fiv e da 1 vez engravidei e o meu menino vai fazer um ano, a ciencia ta avancada, uma amiga minha ao fim de tres fiv engravidou nao se pode perder a esperanca.

  • Joana RPereira

    Responder

    Boa noite Mariana.

    Esta temática é bem interessante e importante falar. Existem, de facto, muitos casais a sofrer o problema da infertilidade em silêncio e por outro lado pessoas sem bom senso a questionar o porquê de não ter filhos.
    A Mariana já assumiu por várias vezes que é católica e por isso fiquei muito admirada quando a vi a fazer propaganda a clínicas de PMA. Não sei se está informada relativamente às técnicas de PMA mas com elas vão todos os dias milhares de bebés parar a caixotes de lixo..

    • Luisa

      Desculpe??? O que quer dizer “com milhares de bebés parar ao caixote do lixo”? Óvulos que nem sequer sejam a ser fecundados? Fetos que não chegam a desenvolver? Abortos espontâneos?
      Estas pessoas que passam por um processo de pma merecem todo (ou ainda) mais respeito. Já teve alguém na família numa situação destas? Viu o sofrimento de perto? Respeito!! Lamento este tipo de pensamentos católicos ..

      • Sofia almeida franco

        Passei por isso e consegui engravidar tenho 3 embrioes congelados, mas ja consultei a medica e depois do descongelamento podem nao sobreviver e antes de iniciarmos o processo temos que assinar um papel a dizer o que fazer passado 3 anos caso nao queira tentar nova gravidez Doar a outros casais, Doar para estudos, ou serem destruidos. As pessoas falam porque conseguem ter filhos naturalmente, tambem gostaria mas nao consigo entao deveria fazer o que porque sou catolica nao iria fazer tratamentos de pma , serei pior mae por nao engravidar naturalmente poupem- me.

      • Sofia almeida franco

        Ate porque alguns nao dao em vida infelizmente, tenho 3 congelados e a dra disse logo que a partida deveriam sobreviver mas pode acontecer que nao sobrevivam ao descongelamento,para se fazer a transferencia dos embrioes, que pode ou nao originar numa gravidez, eu tive sorte felizmente e engravidei a 1 mas uma amiga minha so depois de 6 tratamentos.

    • Sofia almeida franco

      Ve-se que se ja e mae conseguiu se-lo naturalmente. A opcoes de doar a outros casais, doar para investigacao e serem destruidos.

  • Ana Stuart

    Responder

    Sigo o seu blog, cheio de pormenores deliciosos – muitos parabéns. Acho muito oportuno que aqui deixe esta mensagem de sensibilização para o problema da infertilidade. Pena que pessoas como a Joana RPereira continuem a viver na idade das trevas e a falar do que não sabem. Muitas pessoas sofrem com isto, sim e têm todo o direito de recorrer a técnicas de PMA. A infertilidade é um problema de saúde e não vejo as pessoas a oporem-se aos demais tratamentos médicos para os tantos problemas de saúde existentes. Existe legislação e posições dos conselhos de Ética que são respeitados pelos centros de PMA. As técnicas de PMA lidam com células que, um dia, poderão a ser bebés, o objectivo é conseguir que um aglomerado de células venha a ser uma criança feliz no seio de uma família que tanto a desejou e ama…não é o que advoga o catolicismo, cara Joana?

    • Mariana Seara Cardoso

      Infelizmente é um problema que toca a muita gente.
      Tenho todo o gosto e vontade de falar do tema e de ajudar que precisa.
      Obrigada pelo apoio.
      <3

  • Lia

    Responder

    Sigo o blog quase diariamente e nunca comentei mas hoje não podia deixar de o fazer. Sou católica, batizada, crismada, fiz parte de grupo de jovens, fui catequista… e fiz dois tratamentos para engravidar o segundo dos quais me trouxe o meu casal de gémeos. Não deixo de ser crente por causa disso. Os meus pais, que tb são catolicos praticantes, apoiaram-me a 200% e inclusivamente têm um casal amigo que tal como eles esta envolvido em actividades na igreja cuja filha fez inumeros tratamentos até conseguir.
    Acho que Deus não se vai “zangar” com alguém que quer apenas concretizar o sonho de ser mãe e que por algum percalço da natureza não o consegue sem ajuda… senão qq dia tb não podemos ir ao médico nem tomar medicamentos… acho que a igreja felizmente esta a evoluir e a abrir as mentalidades à nova realidade do mundo.
    Para quem não passa por esse tipo de dificuldades é facil falar mas o sofrimento por que passa uma mulher infértil (e no meu caso o problema nem é meu) é atroz! Ir a uma simples reunião de familia ou amigos pode ser uma tortura constante de perguntas, comparações e muitas vezes convívio com crianças que gostaríamos que fossem nossas (pelo menos uma…)
    Costuma dizer-se que tudo acontece por um motivo e no meu caso a infertilidade trouxe-me os meus gémeos realizando um sonho antigo… ainda por cima um casal, um verdadeiro euromilhoes depois do sofrimento de vários anos de tentativas… só desejava que todas as histórias de infertilidade tivessem um final feliz como o meu o que infelizmente ainda não acontece!
    Obrigada Mariana por chamar a atenção para este tema ainda tão tabu!
    Felicidades

    • Mariana Seara Cardoso

      ❤️❤️❤️❤️❤️❤️

    • Sofia almeida franco

      Lia desde ja quero dar-lhe os parabens, tambem recorri a tratamentos para ter o meu lindo filho e farei de novo concerteza, sempre quis ser mae engravidei e perdi, sofri muito.Depois no 1 tratamento tive a sorte de engravidar, uma gravidez cheia de medos por causa do aborto espontaneo pelo qual tinha passado, mas foi uma gravidez tranquila, foi tao bom estar gravida, so sabia que tava gravida pk o meu bebe mexia, porque sentia-me tao bem. O meu filho faz 1ano para a semana, sempre quis ser mae quem e contra e contra mas esquecem-se que por dia deve haver milhares de mulheres a fazer abortos porque o desejam e nos nao tivemos opcao, quem dera. Beijinhos.

  • Nuno Gonçalves

    Responder

    Há alguma confusão aqui nos comentários.
    Obviamente que quem recorre a técnicas de PMA não deixa de ser crente ou se torna menos crente por tal.
    A Joana não falou em desrespeito às pessoas que recorrem a PMA.
    Lamento que choque algumas pessoas mas o facto é que um embrião é uma vida e é outro facto que estas técnicas acabam inevitavelmente a “deitar bebés para o lixo”, ou vão argumentar que não há desperdício de embriões?
    Há várias maneiras de um aglomerado de células vir a ser acolhido numa família. Uma delas é a adopção. Infelizmente a adopção é vista como a última opção porque advogam que o bebé não é nosso. Felizmente a vida não se limita a uns pares de cromossomas. Admiro a coragem de quem recorre a esta via.

    • Sofia almeida franco

      Se formos pensar assim e os abortos que se fazem desde que se tornou legal, sim porque antes tambem os faziam clandestinamente e nao a garantias que os embrioes transferidos deem numa gravidez.

  • Mónica Cunha

    Responder

    Olá Mariana, sigo o teu blog há um ano, acho que nunca deixei nenhum comentário, mas hoje terei de o fazer.
    Tive de recorrer a PMA no fim de dois anos e meio conseguimos, nunca pensei que teria de voltar a recorrer para uma segunda gravidez, não me arrependo de nada, mas custa muito as perguntas que nós fazem então o primeiro para quando é, e agora então já esta na altura de dares um irmãozinho ao teu filho … tenho quase 36 não perco a esperança, todas as mulheres que querem ter filhos e se tiverem de recorrer a PMA, que o façam pois tem todo o direito e dever de serem mães, porque se muitas abandonam os filhos, essas é que deveriam de pensar antes de engravidarem, pois existem muitos meios para não engravidar e são muito mais faceis do que os tratamentos de PMA.
    Beijos Marina e muitas felicidades para a tua familia, ter 4 deve ser uma alegria constante.

  • Tatiana Moreira

    Responder

    Olá Mariana! Sigo o blog já há bastante tempo, mas só hoje comento pela 1ª vez.
    No meu caso, a pressão é contrária.
    Quando casei em 2013, começaram com a conversa do quando vêm o bebé, o que as pessoas não sabiam ou fingiam não saber pois nunca foi escondido, era que eu tinha sofrido um aborto espontâneo 3 meses antes de casar, estava grávida de 8 semanas. Demorei 1 ano até conseguir engravidar novamente.
    Entretanto, em 2013 lá engravidei e veio a minha menina. Pergunta das pessoas: quando vem o próximo? Tinha a minha filha 5 meses quando voltei a engravidar e veio o meu menino. O que aconteceu depois disto? As línguas das pessoas fecharam a fábrica por mim, visto ter ficado com um casal.
    Neste momento, já tenho 2 filhos vivos, uma menina com 26 meses e um menino que fará 1 ano no próximo dia 17 de Outubro.
    Mas tenho mais 5 filhos No dia 2 de Setembro, sofri um aborto espontâneo de gémeos verdadeiros, que começou como uma gravidez de quadruplos concebidos naturalmente. Os gémeos que seriam falsos, não chegaram a ser embriões pois apenas se desenvolveu o saco gestacional mas os outros 2, que eram gémeos verdadeiros, aguentaram até às 9S+4D.
    Quando os perdi, ouvi e ainda contínuo a ouvir que foi o melhor que me aconteceu na vida. Que tenho 2 filhos e que chega perfeitamente, que iria estragar a minha vida para sempre, que isto e que aquilo, que iria gastar dinheiro com “mer***” quando poderia usar esse dinheiro com tantas outras coisas, que nunca mais iria ter paz…
    Agora, enquanto penso numa nova gravidez, não tenho qualquer tipo de apoio pois a sociedade em geral, diz que ter 2 filhos já chega e mais que isso, faz de mim um monstro!

    • Inês Silva

      Tristeza de gente! Que vergonha de sociedade. Uma mãe é uma bênção, seja de 1 filho ou de 10, seja de modo natural, artificial ou adotado. As pessoas, infelizmente, nunca estão bem. Se tem 1 é porque só tem 1, se tem mais é porque é doida, se é adotado é porque não é dela, se recorre a tratamentos é porque não respeita a vontade de Deus. Oh meu Deus, que pessoas tao limitadas. Eu ainda não sou mãe mas sei que não vou conseguir ser feliz a longo prazo sem sê-lo, seja de que forma for. Força a todas as mães que dão ao mundo o melhor que ele tem: crianças.

    • Lia

      Tatiana
      Antes de mais lamento muito a sua perda, a dor deve ser enorme. Espero que tenha pessoas com bom senso que a acompanhem e apoiem. Depois queria dizer que entendo perfeitamente o que sente porque eu ouço algo parecido muitas e muitas vezes… Ai gémeos, coitada! Mas pelo menos com um rapaz e uma rapariga, já tem o casalinho já ficou arrumada! Eu revolto-me logo com o coitada e respondo muitas vezes coitada pq? Fui abençoada com dois filhos maravilhosos saudáveis e muito desejados… mas a parte do já ficou arrumada tb me mexe com os nervos… mas o que raio têm as outras pessoas a ver com o facto de eu ter 2 ou 10 filhos? Quem me dera ter mais 2 gémeos como a Mariana, o meu marido é que já não quer mais filhos e como tínhamos de fazer outro tratamento, que não sabemos se é quando resulta numa gravidez, acho que ficamos mesmo por estes dois… mas ninguem que não o casal tem nada a ver com a opção dos filhos que se tem ou se deseja ter. Que mentalidades tão pequeninas, tão mesquinhas e intrometidas… e no seu caso tb muito cruéis, como é que se pode dizer algo assim a uma mãe que acabou de perder 4 filhos? É mau demais…
      Beijinhos e boa sorte

    • Elizabete Claro

      Olá. Costumo seguir este Blog sempre que posso. Nunca fiz qualquer comentário, mas hoje não posso deixar de o fazer. Para conseguir ter as minhas gémeas, neste momento com 11 anos, tive que fazer tratamentos para a infertilidade. Passados 9 anos, e para minha surpresa, engravidei novamente e desta vez espontaneamente; tenho um menino de 2 anos. Antes das gémeas estava sempre a ouvir a pergunta: quando tinha filhos?; na gravidez seguinte passei a ouvir: 3 filhos!!! 2 não lhe chegam???. Agora ouço muitas vezes: coitados! 3 filhos! já têm as 2 criadas e têm que aturar um bebé!!!!

    • Teresa

      Tatiana Moreira em primeiro lugar queria deixar-lhe um beijinho muito, muito grande. Depois queria-lhe dizer que ignore as pessoas que falam e diga-lhes para se calarem, diga mesmo. Ninguém tem nada a haver com a sua vida e a da sua família. Tenho 2 meninas e quero ter mais filhos, podem ser mais meninas que não me importo – pois oiço muito “vai à procura do menino?” – não! vou à procura de mais crianças para amar. Tenho quantos filhos queira, deseja e possa. Desejo-lhe todas as felicidades do mundo e que conquiste tudo o que pretende na vida! ***

  • Maria.Cs

    Responder

    É verdade.. Não imagina o que custa ouvir essa pergunta quando tentamos engravidar.
    Tenho um Síndrome raro, que me foi diagnosticado aos 17 anos. Neste momento tenho 27 e andamos há quase 4 anos em tratamentos de fertilidade..
    Criei um blog onde falo sobre o assunto. Apesar de ainda não ter conseguido o tão desejado filho, vou descrevendo todos os passos pelos quais vou/ vamos passando: https://cantinhodossmurfs.wordpress.com.
    Enfim.. Não imagina as respostas que me passam pela cabeça quando me perguntam “então mas vocês nunca mais têm um filho?”
    As pessoas não têm mesmo noção da complexidade dessa pergunta! Eu sei que a maioria não faz por mal mas é cada murro no estômago ouvir isso quando se anda em tratamentos 🙁
    Desejo as maiores felicidades para a sua linda família e quem a considera “coitada” por ter quatro filhos também merecia ser mandada para um sítio que nos cá sabemos porque ter quatro filhos, ainda por cima aos pares, deve ser magnífico!

    • Mariana Seara Cardoso

      A sociedade às vezes é muito chata e inconveniente. 🙁

  • João Miranda Santos

    Responder

    Para quem sentir que precisa de apoio com a questão da infertilidade há um projecto muito interessante do patriarcado: https://www.facebook.com/esperancadeana
    Tenho profundo respeito por todas as pessoas que gostariam de se tornar férteis através da maternidade/paternidade e não o conseguem. No entanto a infertilidade pode ser um óptimo caminho para a humildade. Nós não somos senhores da vida nem da morte. Mesmo quando temos filhos os filhos não são nossos, temos a missão de os amar e educar para serem seres livres e independentes. Ser pai ou mãe é uma missão que se recebe de graça e que não temos a capacidade de controlar. Apesar dos avanços da medicina ainda não se garante a geração de vida, pois ela não é obra dos médicos nem dos pais, por mais vontade que eles tenham. É fruto da natureza, se assim quiserem entender. Queremos controlar tudo e andamos 10 ou 20 anos a impedir a natureza de funcionar através de medicamentos, e depois queremos subitamente ao fim desse tempo controlar a natureza em sentido contrário, mais uma vez pela nossa vontade, recorrendo novamente a medicamentos e intervenções médicas. Tudo para sermos donos e senhores da nossa vida e da geração de novas vidas. É preciso crescer no respeito e na humildade…

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